
Meu nome é Daniela, tenho 19 anos, perdi a virgindade com 18, com um amigo por quem fui apaixonada. Saí com uns amigos e acabei ficando com um cara, amigo de uma amiga, que eu conhecia pouco e só conversava pela internet. O negócio esquentou e acabei transando com ele. Conversamos bastante e até comentei sobre meu histórico sexual, mas mesmo assim continuei me sentindo sendo vista como uma vaca. Percebi q ele tem um jeito meio machista, cheio de paradigmas, e fiquei super encanada depois.
Não me considero uma pessoa tradicionalista, nem preconceituosa, mas estranhamente fiquei me julgando por ter transado de cara com alguém que nem conhecia direito. Ressaca moral.
Você poderia dar o seu parecer sobre meu caso?!
Daniela,
Realmente o cara (amigo da sua amiga) é “quadradão”, está na idade da pedra e tem problemas sérios de avaliação. O sujeito poderia ter ficado satisfeito em ter conseguido levá-la pra cama no primeiro encontro. Você concedeu a ele uma honra e ele te classifica como uma “vaca”.
É natural que você se sinta mal, pois a retribuição a seu gesto foi preconceituosa e por mais que muitas neguem, toda mulher guarda dentro de si idéias românticas e espera uma postura mais adequada do seu par.
Sabe quem vai pagar por isso? Os “coitados” dos caras legais com quem você sair a partir de agora.
Com os dois “pés atrás” vai pensar muitas vezes antes de se entregar novamente e provavelmente vai se identificar com o hit da web “Que merda que eu dei” (veja letra na íntegra e vídeo abaixo) em que a donzela conta o arrependimento de ter passado momentos íntimos com alguém que não merecia.
Você decidir se deve ou não transar com alguém e não considerar o que os outros vão achar é sinal de maturidade, portanto qualidade. Se o sujeito vê nisso um defeito, problema dele, se ele não é capaz de diferenciar uma “mulher fruta” (melancias, morangos, jacas, maças…) de uma pessoa que a ele confiou seu corpo, problema dele.
Passado o diagnóstico, vamos ao tratamento:
- Não se julgue isso irá lhe fazer mal, principalmente quando baseado na opinião alheia.
- Evite conversas com o cara com “jeito meio machista, cheio de paradigmas” ele não está no seu nível e não irá compreendê-la
- Trate o episódio como “escada” para sua evolução como pessoa e como mulher
Letra da música:
“Que lixo, que desperdício
Que triste, que meretrício
Que ódio, que papelão
Que merda, que situação…
O que parecia ser bom
Foi sem cor, sem gosto, sem som
Quero esquecer que aconteceu
Não, acho que não era eu
Não sei como fui cair na sua
Nesse papo de ir ver a lua
Devia estar a fim de ser enganada
Bêbada, carente, triste, surtada!
E você se aproveitou desse momento
Fingiu ser amigo, solidário no sentimento
Mas no fundo sabia bem o que queria
Como é que eu fui cair nessa baixaria?
Chega, vê se me esquece, desaparece
Finge que não me conhece
Foi ruim, ridículo, sem sal
Vazio, patético, foi mal
Que merda que eu dei
Já esqueci, apaguei
Tchau, querido, tenho mais o que fazer
Melhor comer sorvete na frente da TV!!!”
Daniela cuide-se, não se julgue e boa sorte com os “coitados”.
Bjs
Dr. Love
Como se livrar de um folgado que invadiu a sua casa? O que fazer com o “Agostinho” da vida real?
Quer saber o diagnóstico do Dr. Love?: Envie sua pergunta para:
doutorloveresponde@gmail.com











6 comments
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Agosto 29, 2008 às 1:44 pm
Deu e ficou encanada? O que fazer? Urso prova o machismo das mulheres… « Pergunte ao Urso - Tudo aquilo que você não sabia para quem perguntar
[...] Até o Dr. Love quis responder essa também, veja a resposta dele clicando aqui! [...]
Agosto 30, 2008 às 10:34 am
Barrozo
Não acho que a Daniela é uma vaca. Porém sexo é algo que é muito melhor se feito com intimidade, não tem por que fazer de primeira… Acontece, mas é melhor evitar.
É bom estar bastante segura do que quer antes de fazer…
Barrozo
http://comidapramacho.wordpress.com
Agosto 30, 2008 às 9:34 pm
Rosemar Prota
Bacanérrimo! Gostei.
Agosto 31, 2008 às 1:32 pm
A.
Assino embaixo do primeiro parágrafo do Barrozo, lá em cima.
Também acho que sempre é melhor ambos estarem seguros do que estão a fim, antes, até para terem uma camisinha à mão se for o caso.
Mas não é necessariamente verdade que seja sempre melhor evitar na primeira saída: pode muito bem acontecer o caso em que ambos estejam a fim, e que aos avanços iniciais dele ou dela role uma conversa – rápida se os dois estiverem querendo muito e tudo estiver OK, ou mais completa se detalhes de contracepção ou doença forem abordados .
Na festa de aniversário de uma amiga minha, transei com uma amiga dela que vi pela primeira vez na vida, no banheiro principal do apt.; eu não a conhecia mas ela sabia bem quem eu era. A não ser para trabalhar, não desgrudamos por uma semana. O único inconveniente é que usamos o banheiro por mais tempo do que se espera normalmente, as pessoas começaram a procurar os outros banheiros.
Moramos juntos por sete anos e meio.
Setembro 4, 2008 às 11:11 am
Rosemar Prota
kkkk, gostei da poesia. Podes crer.
Setembro 22, 2008 às 10:52 pm
Cristina
Acho uma besteria vc ficar encanada com isso a essas alturas do campeonato. A menos que tenha transado sem caminha e não tome anticoncepcional..rs.r.s..
Eu transei na primeira vez com todos os caras que tive relacionamento mais longo, tipo, 5, 4 e 2 anos…E tbm com os que tive relacionamento curto, tipo; o período de horas do motel..r.s..rs..r.s…
Sem crise. Deu, tá dado.